terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Complexidades do mundo atual (I)



As muitas maneiras de interpretar a complexidade social apresentada a nós como o mundo, faz parecer cada vez mais que os Sofistas tinham razão em seu pensamento de relativismo extremo. Não estamos vivendo isso? Quando se transforma a guerra entre nações em estratégia economica; Quanto o terrorismo depende de quem o pratica; Quando populações humanas são usadas em testes de vacinas que podem matar; Quando as leis são flexibilizadas dando mais importancia a coisas do que a pessoas, a máquinas mais que a natureza. Sim, neste momento o mundo se torna um amplo sistema complexo composto de complexos. E isto nos lembra principalmente Protágoras quando afirmava que " o homem é a media de todas as coisas", nem sei se foi ele mesmo quem falou isso e no entanto aqui me sirvo da sofísitica. Você sabe e eu sei: todos estamos concorrendo um com o outro para ver quem morre primeiro, ou depois. Para ver quem tem mais ou quem gasta mais.  Engane, usurpe, corrompa e seja corrompido se o que você deseja for alcançado. Quem mais tem mais quer e isso não é errado. De qualquer  modo tanto faz desde que você tente se sobrepor ao outro. E nesta busca por sobrepor-se ao outro, derrubar, enganar, extorquir, roubar, viciar, aliciar, mentir ou matar o outro também faz parte. É notório: ou você explora o próximo ou o próximo é você. E eu estou desconfiado demais para crer que os cidadãos brasileiros não saibam de tudo isso. A maioria de nós já percebeu que o jeitinho brasileiro a longo prazo não serve bem, não dá certo para o país e nem para as nossas vidas particulares (que são o mesmo) porque se desenvolve exatamente aquilo que causa grandes problemas sociais em nossa sociedade. O jeitinho brasileiro de querer tirar vantagem em tudo gera fatos escabrosos como o "petrolão" e o "mensalão" e tantos outros. Mas você e eu participamos disso deliberadamente. Desde o momento em que você decide na fila da lotérica falar com aquela pessoa no propósito de tirar proveito da posição dela na fila...tsc tsc tsc. Eu desconfio que já estejamos perdidos - mas nem tanto. Eu e você queremos mesmo ser exemplos ou ser exemplo para alguém não tem nada a ver com a realidade? Como vou educar meu filho? O que ele pode realmente aprender na escola? E o meu filho vai crescer achando certo o que é fundamentalmente errado quando segue o meu exemplo? Vai querer tirar proveito de tudo independente das outras pessoas? Em quem ele vai se espelhar? Ou isto não acontece? Quer dizer: você sabe diferenciar o que é o certo e o que é errado socialmente, mas na hora de colocar em prática faço outra coisa que não o certo a se fazer: seja respeitar a lei ou "furar uma fila". Ei, mas eu também faço isso gente! É exatamenta a complexidade que nos atinge, o fato de na prática cotidiana do cidadão brasileiro a ação de "respeitar a lei" trazer mais problemas do que "resolver problemas". E de certo modo os sofistas tinham a explicação para esta época de conflitos sociais complexos. Do ponto de vista da ciencia social esta máxima sofística nos incorpora conceitos dinâmicoas demais para serem compreendidos sem vicios de sentimentos e vontades devido ou seu contexto de surgimento - coisa de grego. E a meu ver a educação para a sofística é a origem da dinâmica relativista que hoje nos parece um assombro social por que a sociedade está em fluxo, e os conceitos sofistas estão atuais como uma máxima muito excelente exceto para alguns filósofos, ou seja, cada vez mais "o homem é a medida de todas as coisas", isto porque a situações é que definem quem são os homens e quem não são. O que você acha disso?
 


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